Restaurar

A casa estava desabitada à cerca de 6 meses… Estava em boas condições no geral, mas precisava de uma grande e intensiva dose de limpeza e tinta nova nas paredes.
A casa estava cheia. Cheia com tudo o que pertencia ao homem que nela habitou. Tivemos um grande trabalho de “desocupação” e ao desnudar a casa, vimos que seria preciso fazer mais para a tornar acolhedora, fresca e nova, do que inicialmente tínhamos pensado.
Decidimos trocar o velho chão de taco dos quartos, já “des-encerado”, desgastado e furado pelo bicho, por um novo pavimento. Escolhemos um pavimento flutuante, que é barato e pratico e fácil de aplicar.
Demolimos um pequeno “WC” que havia num dos quartos para o tornar mais espaçoso para os miúdos. A parede desse espaço, que ficou em azulejo, forramos com gesso cartonado. Todas as paredes, tectos foram pintados com tinta branca. Mais tarde decidimos pintar também de branco as portas e as escadas. (tarefa “solo mia” e que durou intermináveis dias).
Na casa de banho, só precisamos substituir o lavatório e uma (várias!) monumental esfregadela!
Na cozinha, todos os armários estavam demasiado velhos e estragados para aproveitar. Para a bancada o J. fez a estrutura de madeira. Aplicamos a bancada, onde embutimos o novo lava-louça e onde depois iremos embutir a placa do fogão. Ainda nos falta fazer as portas e comprar um armário de parede para mais arrumação.
A casa é mínima, mas tem o essencial para já. Uma cozinha (que será também sala por agora), uma casa de banho e dois quartos. Tem uma garagem grande junto à cozinha, que transformaremos em sala logo que possível.
Os trabalhos de “restauro” estão quase acabados. Estamos a iniciar a fase de “mudança” de casa. Mal posso esperar por finalmente, estar em casa…
Ainda acerca dos trabalhos de restauro, escrevi este post: “New, new, new…” num outro blogue onde escrevo esporadicamente: Pure Portugal Blog.



aceitar e deixar acontecer (se tiver de ser!)

Quando aceitamos, entregamos e baixamos as armas... tudo se alinha a nosso favor e... finalmente, acontece!

 Eu sei que é bonito mas nem sempre é assim... e continuo a acreditar que devemos sempre lutar pelo que queremos. Mas vou explicar por que é que neste caso, num certo aspecto, esta frase faz tanto sentido.

Num post que escrevi, em junho, desabafei aqui o facto de estar farta da procura incessante por uma casa nova, sem qualquer sucesso. Assim tinham sido os primeiros 6 meses do ano, e de como isso me fez "desleixar" com a casa onde habito, como passei a gostar dela ainda menos desde que tinha empacotado tudo o que gostava por ansiar uma "saída /mudança" iminente. Decido então "baixar a guarda", relaxar, passar a gostar mais da minha casa... Assim foi. E em poucos meses tudo mudou.

Decidimos vender o nosso terreno. Aquele onde sonhávamos viver, mas com a certeza da incapacidade de o fazer nos próximos anos (era preciso construir quase do zero, sem tempo, nem dinheiro!). Nesse mesmo verão os clientes vieram... e à primeira oferta, a quinta ficou vendida. Entretanto, e porque ter dinheiro no banco não me interessa mesmo nada quando há sonhos a cumprir, decidimos re-investir e procurar uma outra quinta, onde a concretização do sonho fosse possível.

Não procurei muito, não precisei de horas a fio a pesquisar sites de vendas, imobiliárias, etc. A dica de uns amigos acerca de uma certa aldeia onde estaria uma casa para venda... levou-nos a essa aldeia, não a essa casa, mas a um terreno, onde provamos as ameixas, as uvas e as maças... e onde estava uma casa, também à espera de nos encontrar. 

E esta é a história de como encontramos aquela que será a nossa quinta, a nossa casa... Ainda não mudámos, mas temos estado entretidos a fazer pequenos restauros na casa para a tornar mais confortável.

Estou a pensar criar um outro blogue para contar novas histórias que quero partilhar acerca deste lugar, deste sonho, que começa agora a nascer... Logo que o novo blogue esteja estruturado, espero-vos lá!

Até já!