To let go

How hard is to let go...?

We had to let go.

We decided to let go. To leave the space to new things when "old things" dont seem to make sense anymore, or because letting them go is necessary to accomplish the things we still couldn`t achieve, things we dont give up.
We realise this wasn`t the way... But we never know for sure, do we? We trusted our hearts, and let it happen.

... And it happened a lot more fast that we expected. Viwers came, offers didn´t take long to fall. We sold our land. Our lovely piece of land.

We were / are happy about it. New things may come in our way. And again, maybe a lot faster then we expect.

But... ufff...  sometimes I look at a picture... something brings me a memory, and I realise that, even if I can´t call her "mine" anymore, I have not totally let it go yet... or do I just miss it?...

My rainbow land... Wish you a good and happy life with your new persons. May them care well for you and love your trees and your heart.


"Sonha a teu favor"

Este é o titulo de uma obra da Graça Paz, pessoa que admiro pelas mais variadas razões apesar de nem a conhecer pessoalmente. Escolho este título que me tem ecoado no cérebro desde que o li à uns dias acompanhado da sua obra.

Sonhar a nosso favor, é um favor que fazemos a nós próprios. Nem sempre sonhamos o que é para nós. Nem há maneira de saber. Na verdade, não controlamos isso, pois não? Deixemos-nos então levar apenas pela nossa intuição, e menos pela razão. um toque de audácia e de sentimento de liberdade. Deixar ir ao sabor da corrente, pois, ela sabe para onde nos leva, e com certeza será a bom porto.
Boa viagem!

levantámos âncora (parte 2)

Quão bom seria ter um parque de campismo só para si (ou quase)?
E uma praia quase deserta? (confesso que eram 10h da manhã!)

Quiaios - Figueira da Foz - Última semana de julho.













a meio de julho levantámos a âncora

Ora em 4 rodas, ora a dois pés, andámos por caminhos do norte e centro.

Regressar à cidade-berço para dizer olá ao Douro e à família.

Porto



Uns dias depois rumámos a norte para a "camping trip", que só foi mais curta que o esperado por causa da chuva e problemas mecânicos.

Parámos para esticar as pernas entre Esposende e Ponte de Lima


Ponte de Lima (vista do carro, sem paragem esticar pernas)


Chegada ao nosso parque de campismo - Lima Escape (Entre-Ambos-os-Rios) - que não conhecia e, recomendo!

No dia seguinte, a chuva afastou-nos das banhocas nas lagoas e mandou-nos ir visitar o Lindoso, mesmo ali ao lado.
 
Espigueiros no Lindoso



 (o nosso amigo de família "tigerman")

O castelo do Lindoso










Compramos peixe fresco na carrinha do peixeiro e numa ida a Espanha não programada, preparamos o peixe num parque de merendas à beira da estrada. Uma picada de vespa mandou-nos dar a volta logo a seguir ao almoço.

No dia seguinte partimos à descoberta dos rios ao lado do parque. São várias as apetecíveis "lagoas". A primeira fica a poucos metros do parque, a segunda a 2km e para quem se queira aventurar, mais outras duas no meio da serra com grandes fragas e cascatas, não as vimos porque nos ficamos pela segunda. Valeu bem a pena!

Seguimos rumo ao Porto, pois um problema mecânico na caravana não prometia grande diversão nos próximos dias.



(continua)

re-fazer o ninho

Durante os últimos seis meses, estive (quase) preparada para mudar de casa a qualquer momento.
A tal mudança de casa, com que tanto esperei, não aconteceu. E não há dia em que não corra o olx, o custo justo e o site da imobiliária da zona.. tornou-se ritual (ou obsessão?), mas não venho aqui falar da infindável procura dA CASA.
Por fim acalmo um pouco porque já não posso viver rodeada de coisas fora do sitio, caixotes cheios de livros... afinal onde andam as coisas de que gosto que já não as vejo à tanto tempo? A casa, da qual quero fugir, tornou-se pior com o caos da "pré-mudança". Descaracterizou-se, desorganizou-se, e se eu não gostava muito dela, agora gosto menos.
Chegou a hora de aceitar a "não-mudança", tranquilizar e para isso nada como uma boa arrumação. Tudo saiu do caixote, tudo volta a ter sitio. Quero ver as fotos emolduradas, as coisas de que gosto e que me acompanham à anos e que me fazem sentir em casa. Quero decorar, re-decorar, arrumar... organizar. Re-fazer o ninho. Gostar da minha casa. E é isso que tenho tentado fazer nas ultimas semanas... lá chegarei onde quero estar, espero!


cheiro a chuva e férias... e liberdade

Já não é só a minha dor crónica no osso da bacia que me anuncia as mudanças de tempo, temos mesmo, de novo algum frio e já entranha nas narinas o cheiro bom da terra molhada. Nada mau após semanas de intenso calor e seca. As flores e árvores novas do jardim agradecem, principalmente agora que a água dos poços começava a esgotar-se.

E é nesta tarde chuvosa, que consigo vir aqui deixar algumas imagens do caloroso fim-de-semana passado.

Tivemos mais um aniversário. O meu Simão fez 8 anos. 8 ANOS!... e começo a pensar que não há-de tardar muito a chegar a adolescência! Chega-me essa ideia, assim por impulso vinda sabe-se lá de onde, mas logo percebo que não tem pés nem cabeça tamanha antecipação e sorrio para mim mesma ao afastá-la de mim e ao ver quão bonito e maravilhoso tudo isto é, e ele, e este momento.

Em jeito de (complemento de) prenda de aniversário, no passado fim-de-semana rumámos ao norte para nos dar um cheirinho de férias. Fomos num pé e viemos noutro, e nesse saltinho fomos à praia e à Magikland, A animação foi muita, pois eles nunca tinham ido a um parque de diversões. E praia, bem, para quem vive na serra, praia é sempre bom, certo? E a nossa praia favorita é boa!











Ontem houve festa de final de ano na escola do Si.
Os finalistas choraram muito e fizeram lindas e demoradas despedidas.
Todos actuaram no palco. À turma do Si coube a representação e declamação do poema "O PÁSSARO CATIVO" que escreveu o Olavo Bilac. Mensagem forte e directa. E aqueles passarinhos estiveram mesmo bem a reivindicar a sua liberdade!

Talasnal do meu coração

Ontem, houve festa de mini-basquete na Lousã e o Si foi com a equipa.
Jogos toda a manhã - almoço/piquenique nas piscinas do castelo - caminhada na serra - merecida banhoca nas piscinas de água gelada mas pura - e lanche para terminar, já pelas 6 horas da tarde.



Enquanto eles almoçaram e fizeram a caminhada, nós: mãe, pai e ju, aproveitamos para subir ao Talasnal.

Vivi lá em pequena, nos anos 89/90/91... Eu tinha 6 anos, as minhas irmãs, 7 e 9 e o meu irmão apenas 6 meses, quando os meus pais se mudaram para a serra de malas e bagagens para sermos os únicos habitantes daquela aldeia. Nós, o Tarruco, o nosso cachorro serra da estrela e a Malhinha, uma gata grávida. Coragem ou loucura, dizia toda a gente! Não têm medo? Talvez um misto e também procurar viver o sonho... digo eu!




O caminho para a vila (que agora é cidade) fazia-se a pé, não tínhamos carro - só uma motorizada - e os taxistas da vila não queriam estragar os Mercedes na estrada, que ainda era de terra. No primeiro ano não fomos à escola, maravilha! Aprendíamos em casa e acima de tudo, brincámos muito. Apenas no ano seguinte os meus pais conseguiram que a Câmara finalmente, arranjasse transporte para nos levar à escola - uma 4L e um condutor que só ouvia "lambada". No inicio tínhamos uma cabra - a Bita e duas galinhas - a Clara e a Careca. a população foi crescendo até termos um pequeno rebanho que mantinham os caminhos da aldeia limpos - sem silvas - e 20 galinhas e um galo que andavam em liberdade e que foram, na sua maioria, parar ao papo da raposa. Tínhamos uma horta e um batatal. Um moinho de água com uma piscina natural onde nos refrescávamos no Verão. De vez em quando, havia escuteiros e grupos de amigos, quase sempre os mesmos, que enchiam a "casa-abrigo" nas férias de verão. Alguns acampavam na escola antiga ou nos palheiros ou casas abertas e abandonadas. Também vinham aos fins-de-semana a Rebela e o Fidel, miúdos alemães da aldeia vizinha que traziam o rebanho para aqueles pastos e brincavam connosco. Ah, e o Ti-Manel que vinha da Lousã para ver as colmeias! 
A nossa família também cresceu nesses anos com o nascimento de mais um bebé, que nasceu em casa no Outono de 89.
Não esqueço o cheirinho da terra depois das chuvas, o cheiro do nevoeiro pela manhã. das maias e das urzes, das mimosas, da liberdade... Foram só aqueles anos, mas ficaram cá, entranhados nos meus sentidos e no meu coração.

Há cerca de 14 anos tinha voltado lá. Desta vez eu, e o meu companheiro de mochila às costas, subimos a serra a pé, para acampar no recreio da antiga escola. Já na altura pude ver as diferenças... já havia sinal de recuperação de casas, iluminação pública, e até um bar/tasco que descobrimos apenas no último dia e onde tomámos o pequeno-almoço antes de descer a serra.

Ontem... pude ver que o "desenvolvimento" é ainda maior. Com a maior parte das casas recuperadas para turismo, mas não só. Restaurantes, bares, lojas de artesanato... Senti-me um pouco estranha por ouvir vozes por todo o lado... faltou-me aquele "sentimento de solidão" que lá sentíamos, especialmente, a minha mãe, durante aqueles anos...
Mas continua a ser uma aldeia muito bonita e que merece ser visitada. E com tanta casa de turismo, vale a pena ficar lá um dia ou dois, ou mais, para conhecer bem a serra, as outras aldeias... respirar.




















 A nossa antiga casa.