zinco, gravura e diluentes

 
       Brincos em zinco com motivos gravados

Estes brincos foram a minha primeira experiência de gravura.
Li alguns textos sobre a técnica e tive dicas de entendidos no assunto, mas nada como experimentar e improvisar um pouco.

Recortei os círculos na chapa de zinco de 0,9mm usando a serra de ourives. Limei e lixei as arestas.
Cobri os circulos de zinco com um verniz duro (que não é o ideal para esta técnica, daí o aspecto "tosco" dos traços).
Com um utensílio de "ponta seca", risquei no verniz os motivos onde quíz que o ácido actuasse.
Numa pequena bacia de plástico, contendo a solução de água e ácido nítrico (de 3 para 1) mergulhei as peças durante alguns minutos, mexendo sempre (deve ser feito com uma tenaz de plástico e é aconcelhável o uso de máscara).
Retirei as peças e lavei-as debaixo de água corrente.
Depois de secas mergulhei-as em diluente para retirar o verniz.
Lixei e poli.
Furei e apliquei o gancho.

Não é um processo nada "amigo do ambiente" e não sei se voltarei a usá-lo muito mais vezes. Podem conseguir-se peças lindíssimas, acabamentos muito bons, mas...
É um grande problema a necessidade do uso de diluente e outros produtos tóxicos em inúmeras técnicas artísticas. São bastante nocivos para o meio ambiente, quer o diluente sintético, quer o celuloso.

Alternativas ecológicas ao diluente?
Não há! Apenas... outras técnicas mais ecológicas!

27 anos

Hoje fiz coisas que representam mudanças futuras.
Talvez seja o final de uma etapa.
O ínicio de outra, promissora em concretizações.
A evolução é contínua, a mudança é necessária...sempre.


Plantei também mais uma sardinheira numa das floreiras.

Metais

Há muito tempo que não mostrava aqui os nossos trabalhos de metal.
Deixo aqui alguns dos últimos em Latão.
Colar em fio de latão e pendente de vidro.

Brincos em latão, fio de cobre e sementes.

outras paragens e cheirinho a casa...

...e sonho.

Este post tem quase uma semana de atraso, mas não podia deixar de colocar aqui algumas fotos e falar um pouco do nosso último fim-de-semana.




Carvalhais, S. Pedro do Sul.
Parque de campismo Bioparque. Um parque bem bonito e muito baratinho.
Bem na Serra da Arada.
Andámos bastante a pé pela serra e resfrescámo-nos junto de antigos moinhos de água, num curso de água fresca com inúmeras pequenas represas para felicidade do meu pequeno "peixinho-que-adora-água-mas-só-até-ao-joelho" !
Mesmo ao lado, em baixo, na aldeia, o Festival Andanças decorria.
A ideia era rumar até à Serra do Montemuro na segunda-feira, ao Festival de teatro Altitudes, hà anos que planeio ir e nunca vou. Bem, este ano estava quase, quase mas ficou por aí... mais uma vez.


No Domingo à noite, sem planear, de volta a casa, o ponto de paragem e descanso foi a linda aldeia de Linhares da Beira - Serra da estrela.
Estacionámos mesmo em frente do imponente castelo medieval.
O relógio da igreja ecoava por toda a aldeia de meia em meia hora.
O vento forte zoava e abanava até a nossa pesada casinha-móvel... e embalou-nos num sono profundo naquele sitío mágico.
Ouvi tocar as 7H00. Apeteceu-me saltar da cama e cheirar a manhã, correr a aldeia, ir comprar pão quente e fazer um café.
Não encontrei padaria, não fiz café.
Cheirei a manhã. Bebi da fonte.
Percorri as ruas desertas.
Disse bom dia às velhinhas nas janelas.
Desejei morar morar ali, acho até que mais do que isso.
Senti que pertenço ali de alguma forma, não sei como nem porquê.
Quem sabe...
Nasci numa grande cidade. Vivi em muitos sitios diferentes. Já sei que pertenço a esta Serra... isso já sei. Como disse um dia à Alice: Aqui sinto-me em casa.
Preciso da serra como quem precisa do ar para respirar.
Linhares... fez-me sonhar.